quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

GeekAlerts

Tenho dó das estrelas
Tenho dó das estrelas
Luzindo há tanto tempo,
Há tanto tempo...
Tenho dó delas.

Não haverá um cansaço
Das coisas,
De todas as coisas ,
Como das pernas ou de um braço?

Um cansaço de existir,
De ser,
Só de ser,
O ser triste brilhar ou sorrir...

Não haverá, enfim,
Para as coisas que são,
Não morte, mas sim
Uma outra espécie de fim,
Ou uma grande razão –
Qualquer coisa assim
Como um perdão?

Fernando Pessoa

Moda de 2008: algumas tendências más (?)

Um ano em 40 segundos


One year in 40 seconds from Eirik Solheim on Vimeo.

Calendários 2009 ( Só Japoneses )

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Coraçam já repousavas

Coraçam já repousavas,

Já não tinhas sujeiçam,

Já vivias, já folgavas;

Pois porque te sojigavas

Outra vez, meu coraçam?

Sofre, pois te não sofreste

Na vida que já vivias;

Sofre, pois te tu perdeste,

Sofre, pois não conheceste

Como te outra vez perdias;

Sofre, pois já livre estavas

E quiseste sujeiçam;

Sofre, pois te não lembravas

Das dores de que escapavas:

Sofre, sofre, coraçam!

Jorge de Aguiar Cancioneiro Geral (séc. XV)

Hello Kitty: everything!!... Barbies???

domingo, 28 de dezembro de 2008

10 avanços científicos de 2008

Hello Kitty: everything!... A designer!

Yuko Yamaguchi em entrevista à TIME

GeekAlerts

Junto a um muro velho

Junto a um muro velho

A uma casa ruída

A velha amendoeira diz que não

À morte

E fica

De repente

Menina e noiva

Ao mesmo tempo.

O vento ri-se dela

Arranca-lhe as pétalas

- Mas são tantas que não se nota -

Escarnece-a:

- "És uma velha louca de véu e grinalda!"-

Para enxotar os insultos machistas do velho

Vento

Acudo-lhe com estes versos:

- "Não ligues! É inveja!

Estás tão linda assim de noiva, avozinha!"

Teresa Rita Lopes

O ano em revista no Sapo

sábado, 27 de dezembro de 2008

GeekAlerts

Não me peças mais canções

Não me peças mais canções

Porque a cantar vou sofrendo;

Sou como as velas do altar

Que dão luz e vão morrendo.

Se a minha voz conseguisse

Dissuadir essa frieza

E a tua boca sorrisse!

Mas sóbria por natureza

Não a posso renovar

E o brilho vai-se perdendo...

- Sou como as velas do altar

Que dão luz e vão morrendo.

António Botto

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008