segunda-feira, 15 de junho de 2009

Soneto inglês
Como o silêncio do punhal num peito,
O silêncio do sangue a converter
Em fio breve o coração desfeito
Que nas pedras acaba de morrer,
+
Vive em mim o teu nome, tão perfeito
Que mais ninguém o pode conhecer!
É a morte que vivo e não aceito;
É a vida que espero não perder.+

Viver a vida e não viver a morte;
Procurar noutros olhos a medida,
Vencer o tempo, dominar a sorte,+
Atraiçoar a morte com a vida! Depois morrer de coração aberto E no sangue o teu nome já liberto...+ Alexandre O'Neill

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